A pandemia criou um indesejável atraso, mas as Competições Senac de Educação Profissional não foram canceladas. Elas acontecerão no Espírito Santo em 2021, e o Departamento Regional de Sergipe será representado por alunos das ocupações de cabeleireiro e de cozinha. Lázaro Henrique Souza e Ronald Nicolas Souza, representantes das respectivas ocupações, seguem treinando com afinco para o desafio. Caso vençam a competição, carimbam o passaporte para a World Skills 2021, maior competição mundial de educação profissional, que ocorrerá em Shangai, na China.

Lázaro tem treinado cerca de seis horas diárias, que nem mesmo o período de pandemia chegou a atrapalhar. “Com a pandemia ele fez os treinos em casa, pois ele recebeu todo o material para poder treinar. E agora que a escola retornou, ele voltou aos treinos presenciais na instituição. Ele treina em média 6 horas por dia para poder executar todas as tarefas, porque o nível é alto e ele precisa atingir os padrões de referência da competição”, comenta a instrutora Shirlei Campos.

 

A instrutora explica que, para a competição, há diversas habilidades que o competidor deve desenvolver. “O competidor tem que desenvolver as habilidades técnicas de um profissional cabeleireiro, que são: cortes femininos, cortes masculinos, penteado, coloração, transformação química de permanente (cacheamento) e barba”. A aplicação durante a competição se dará tanto em manequins quanto em modelos reais.

Lázaro comenta que curso de cabeleireiro surgiu de uma busca por novas oportunidades. “Foi um interesse inicial sobre uma ocupação profissional, um aprendizado novo, uma nova perspectiva profissional. Já atuo na área da estética e com essa busca surgiu essa oportunidade, que é única. Tenho certeza de que muitos gostariam de estar no lugar que estou”.

Ele define a preparação como “uma imersão”. “É uma imersão realmente dentro desse universo de cabelo, dentro de todas as técnicas. É uma evolução constante, estamos sempre procurando uma técnica diferente, que nos auxilie com tempo, com o melhor resultado para poder aplicar dentro das provas da competição”.

Apoio que faz a diferença

Ronald, na cozinha, tem uma rotina de treinos similar à de Lázaro, também com cerca de seis horas por dia. Ele explica que há diversas especialidades que vem treinando, como a parte de confeitaria, cozinha fria e cozinha quente, que ele considera ser sua maior habilidade. “Numa competição sempre haverá desafios maiores, claro, mas o que me sinto confortável é com cozinha quente”, diz, recordando o quão importante foi o apoio dado pelo Senac Sergipe. “É um sentimento de gratidão pela oportunidade. O Senac está me proporcionando de ir à competição, dando todo o apoio. O aprendizado que estou tendo aqui é sem igual, todos meus instrutores são ótimos e só tenho coisas boas a dizer”.

 

O chef Amintas Diniz, que é o instrutor dos cursos de gastronomia e treinador de Ronald, explica que o treinamento envolve, além das especialidades, a busca por uma inovação e criatividade. “No treinamento ao aluno buscamos aliar o contemporâneo às técnicas clássicas. Vamos ‘transformando’ o aluno justamente para apresentar novas técnicas, novas ideias”. O instrutor destaca ainda o trabalho da equipe de gastronomia, que, segundo ele, “é uma equipe muito grande e boa, para que eles possam passar inúmeras técnicas para o aluno. Quando o aluno chegar à competição, será surpreendido com os pedidos dos jurados. Eles vão pedir uma técnica e ele vai ter que executar. Então ele tem que estar modernizado nessa parte”.

Valorizando a marca

Para analista de processo educacional do Núcleo de Desenvolvimento e Implementação Educacional (NDIE) Marileide Martins, que ocupa também o cargo de supervisora do Departamento Regional (DR) Sergipe no evento, a grande importância das Competições Senac de Educação Profissional vem da valorização das marcas formativas do Senac. “Trabalhamos dentro de um modelo pedagógico e vemos a evolução dos nossos alunos, o tanto que essas competições transformam a vida deles, tanto em seu aspecto social, humano, profissional… trazendo assim um saber profissional de excelência”, ressalta.

O evento, segundo a supervisora, também tem a importante função de alinhar as avaliações que são trabalhadas em cada regional. Ela explica que apesar de haver vários estados do Brasil competindo (em cabeleireiro serão 11 estados, e em cozinha, 15), todos estão alinhados a um modelo pedagógico, que o preconizado pelo Senac. “Dessa forma, fortalece as marcas formativas do Senac. E cada processo que trabalhamos com os nossos alunos, traz a valorização das práticas pedagógicas que são fundamentais para nossos alunos, para que eles ingressem no mercado de trabalho tendo essa visão ampla”.

 

Imagens e legendas

CAPA1/CAPA2 – Imagens de capa

FOTO2 – “O competidor tem que desenvolver as habilidades técnicas de um profissional cabeleireiro”, explica a instrutora Shirlei Campos sobre a ocupação de cabeleireiro para a competição

FOTO3 e FOTO4 – Alunos estão recebendo orientação dos instrutores especializados do Senac desde antes do início da pandemia

FOTO5 – Marileide Martins, supervisora do DR Sergipe na competição: “Trabalhamos dentro de um modelo pedagógico e vemos a evolução dos nossos alunos, o tanto que essas competições transformam a vida deles”

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